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Câmara Municipal de Ponta Delgada aprova voto de congratulação pelos 100 anos do Café Royal

  • 22-01-2026
A Câmara Municipal de Ponta Delgada, presidida por Pedro Nascimento Cabral, aprovou, por unanimidade e em reunião ordinária, um voto de congratulação pelos 100 anos de existência do Café Royal. Inaugurado a 20 de Janeiro de 1926, na Rua da Alfândega, foi e tem sido, desde a sua abertura, um espaço de encontro e de convívio de gerações, por onde passaram e, ainda, passam diferentes grupos sociais e de várias proveniências. “Durante décadas, o Café Royal foi palco de tertúlias intensas, onde se discutia literatura, política, economia, o futuro da ilha e da Região. Era ali que se trocavam jornais, ideias e opiniões. Era ali que se aprendia a discordar com respeito, a ouvir, a argumentar. Era ali que se formava cidadania”, referiu Pedro Nascimento Cabral, lendo o voto de congratulação na sessão ordinária que se realizou, esta quarta-feira, no Centro Cívico de Santa Clara. Hoje, prosseguiu, mantém essa mesma “alma”, o “ambiente acolhedor” e “a proximidade com as pessoas”, fruto do empenho e sensibilidade da respetiva gerência e colaboradores. “Desde 1991, com nova gestão, a cargo de José Maria Tavares Dias, manteve vivo o espírito de sempre: respeito pela tradição, atenção ao cliente e sentido de pertença”, salientou. O Café Royal emprega mais de uma dezena de colaboradores, garantindo postos de trabalho e contribuindo para a economia local. Atualmente, atende a uma vasta clientela, em que se incluem clientes que, vindo do exterior, lhe reconhecem pela sua antiguidade e lugar a conhecer no centro histórico da cidade. A título de exemplo, está referenciado no guia “Restaurant Guru”, como um dos 10 melhores cafés de Ponta Delgada. Segundo a plataforma internacional online, que funciona como um guia gastronómico, agregando avaliações e recomendações de usuários de diversas fontes (Google, TripAdvisor, etc.) para ajudar as pessoas a encontrarem os melhores restaurantes perto delas, por tipo de cozinha, preço ou localização, o Café Royal ocupa a terceira posição. Para Pedro Nascimento Cabral, o Café Royal constitui-se como um lugar de memória e de futuro, assumindo-se como um “símbolo” e “marca identitária” dos Açores contemporâneos. “Celebrar os 100 anos do Café Royal é reconhecer que a história não se faz apenas de datas e acontecimentos oficiais. Faz-se de lugares como este. Lugares onde a vida acontece todos os dias, onde a comunidade se constrói, onde a identidade se fortalece”, concretizou.